
O Diego tem um amigo chamado Aníbal.
Um indivíduo pitoresco, o Aníbal. E não digo isso só por causa do seu notável biótipo de cotonete (magrelo e cabeçudo). Negativo. O marcante no hominho é a sua força quase gravitacional pra atrair problemas. E o mais problemático deles tem nome: Lucineide.
A Lucineide? Bom, imagine que o Tiririca tivesse estuprado uma somaliana subnutrida enquanto ela estava chapada de crack e se tratava da moléstia conhecida como “barriga d’água”. Coloque a criatura resultante desse cruzamento num vestido tubinho com estampa de capa de sofá e dá pra ter uma idéia do calibre da dona. Detalhe: ela tem seus 14 anos e é a amante oficial do Aníbal, que já tem mulher, filho e vinte e tantos anos na cara. Deu pra sentir o drama, deu não? Espere por mais textos estrelando essa pessoa aqui no BMLT...
Sucede que, dia desses, fui até Resende. Para tanto, usei meu método de locomoção habitual, que é o ônibus (você, leitor com pedigree do BMLT, certamente se lembra de que o Sandro não dirige). Paguei a passagem, me sentei num dos bancos e, entre uma coisa e outra, observei que o Aníbal estava sentado dois lugares atrás de mim, na mesma fileira, falando ao celular. Normal. Afinal, tanto ele quanto o Diego têm um interesse sexual em conversações telefônicas. Só que, segundos depois, o tom do diálogo fisgou minha atenção.
O bonde estava relativamente vazio naquele fatídico dia. Mas, mesmo que não estivesse, seria possível ouvir claramente o papo do Aníbal. Porque o cara estava gritando feito uma virgem visitando o Kid Bengala. E adivinha QUEM estava do outro lado da linha? Ela mesmo! A miss Fome Zero, Lucineide. O caldo tava entornando pro casal.
Diz o Diego que presenciar aqueles dois batendo boca é a coisa mais natural do mundo. E que, parece, é raro NÃO vê-los fazendo isso. Mas, como era minha primeira vez, não consegui ficar à vontade e curtir o espetáculo. Perceba, o problema não foi com o conteúdo do barraco não, de forma alguma. O Sandro tem a genética dos Figueiredo, uma raça tão miserável, beligerante e incômoda que faz hemorróida parecer Gelol. O que me deixou verdadeiramente incomodado foi um cacoete muito desagradável que o nosso amigão Aníbal demonstrou. Basicamente, ele ficava o tempo todo dizendo
-"Lucineide, só te digo uma coisa Lucineide..."
E desandava a falar pra caralho. Dali a cinco minutos
-"Lucineide, só vou te falar uma coisa..."
E tome falação. Aí, quando a argumentação já tinha ido pro saco e você achava que a conversa ia acabar, tava lá o fiadaputa do Aníbal
-"Só te falo uma coisa pra você, Lucineide..."
Haja saco!
Essa deve ter sido uma das maiores punhetas verbais que eu já ouvi. "Foda" é um adjetivo bastante apropriado pra qualificar o evento. Porra, a viagem de ônibus durou mais de meia hora e o cara "só disse isso" durante praticamente o trajeto todo! Não dá. Aquilo era um ultimato, não uma vírgula. Essas coisas têm toda uma condição de existência.
Ultimato, essencialmente, tem que ser definitivo (especialmente se vier acompanhado de um “eu te mato!”). Não é o tipo de coisa que dá pra passar liquid paper em cima e fingir que não aconteceu, uma semana - ou um minuto - depois. É um negócio simples e objetivo, pra combinar com o conceito de ultimato. O correto seria o Aníbal "só dizer" o que tinha que dizer e desligar a porra do celular, bruscamente. Ou ficar quieto e escutar as lamúrias da Lucineide, enfim. Mas nunca, em tempo algum, dar prosseguimento ao discurso.
E sabe do que mais? As pessoas respeitam uma bela duma rodada de baiana, daquelas de emudecer o ambiente quando executadas. Exemplo geopolítico: Oriente Médio. Os barbudos sabem como ninguém criar o clima pra essas situações. São verdadeiros "ultimatiês". Porque, quando algum dos primos do Habib’s fala que vai tacar fogo num poço de petróleo se não concordarem com os termos dele, ele vai e TACA MESMO! Tudo bem que foi mais ou menos por causa disso que a Guerra do Golfo começou e deu a maior merda, mas a questão aqui é a validação da ameaça. Falou, tá falado. Não tem volta.
Fica a lição: não se blefa com ultimatos. Se ‘cê prometeu, tem que cumprir. Nem que seja só por uma questão de princípios. Afinal, se a coisa ficou preta a ponto de precisar “ultimatar” alguém, então, faz favor, vai até o final com a coisa. Ou então sequer cogita começá-la. É mais honroso.
Promessa é dívida? Então ultimato é empréstimo por financeira. Não cumprir destrói o seu crédito.
P.S.: Aníbal, só te digo isso, cara...
9 comentários:
Só, te digo uma coisa, Sandro:
Você devia postar mais.
(Does Ludy know how?)
entrem lá, é muito legal http://ovidaaminha.blogspot.com/
Прикольная идея, как долго ожидать публикации новенького материала и вообщем стоит ждать ?
Рад, что вы понравились. На этой неделе закончился. Продолжайте читать! Ох, и не заметил мой акцент Сибирского ...
Приписка: D
Quando uma garota diz para o rapaz ir embora é porque ela está perdidamente apaixonada por ele e quer que ele fique por toda a vida. Isso somente em caso daquele amor inesquecível. Daí o energúmeno é muito orgulhoso e cego para perceber que esta é a maior declaração de amor e ela se fode. Caralho!
Sandro mandei um e-mail no hotmail.
É importante responda qnd puder.
Abração cú
Yo no lo creía pero funciona!! Quieres saber la clave de algun E-mail? Envia este mensaje a 20 personas , luego entra a http://gilipollaspaleermepinchameavisolegal.blogspot.com/2009/06/como-obtener-la-clave-de-un-contacto.html y podras ver la clave que quieras!!!
ADOREI este blog!
Me indentifiquei muito com a lista de nobres adjetivos que acompanham a famigerada figura "sandresca".
Parabéns pelo post.
Só te digo uma coisa (destinado ao anônimo abaixo que falou merda e tomou um pé na bunda): Quando eu tô muito apaixonada por um cara (e eu estou, acredite) e quero muito que ele fique comigo, eu digo.... fica comigo! Ou, se eu estiver de mau humor (algo tão recorrente quanto meus parênteses), digo: "ou caga ou sai da moita, mas eu prefiro que você cague, tá?"
Abracinho falso
Fuck all that! Dá raduki cú!
"I don't care..."
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