6 de maio de 2011

A Bolinha da Clotilde

A mulherada que trabalha comigo no hotel* é muito versátil.

* Para maiores informações sobre a nova ocupação paralela do Sandro, consulte o Jornalzinho BMLT

Aliás, o bicho mulher é uma criatura que prima pela pluralidade. Porque, muita mulher junta resulta em:

1 – Merda. Invariavelmente. Mulher odeia mulher.

2 – Negócio. É incrível a habilidade natural que as meninas têm para fazer dinheiro girar. Compram e vendem mercadorias umas pras/das outras a todo momento, avaliando e divulgando informações sobre as transações realizadas. Mulher é tipo um Mercado Livre de sutiã.

Há itens que têm especial atenção nessa cruza de Clube da Luluzinha com Mercosul: destacam-se os cosméticos e as lingeries. E lá no hotel não poderia ser diferente. Rola uns livrinhos da Natura e umas calcinhas “direto da fábrica” quase toda semana, pra alvoroço das moças.

Entretanto, um item em especial tem causado particular (e literal) frisson: as bolinhas.

Pra quem não conhece, as tais bolinhas são pequenas esferas revestidas por uma película – creio eu – biodegradável, contendo um líquido aromático no interior. A posologia é simples: você a introduz no orifício desejado e soca a vara até o invólucro se romper, liberando o tal líquido. Que geralmente tem propriedades térmicas (esfria ou esquenta) e apresenta aromas de perfumes famosos ou sabores, tais como Morango, Chocolate, Kiwi, Reação Alérgica, etc.

Vou te dizer que o negócio é bom. Já tive o prazer de usar e aprovei. Não fosse a sensação de estar fodendo um tubo de Bom Ar, dependendo da fragrância escolhida, seria perfeito.

Então, era isso que estava deixando a mulherada aguada. Todas queriam comprar, e falavam, nisso o dia todo, mas a vergonha as impedia de ir até os Sex Shops locais. Aí, todas se reuniam e ficavam escalando uma pretensa missionária mais articulada e/ou menos pudica pra comprar para o grupo. Uma atitude tipicamente feminino-interiorana, isso de fogo na boceta seguido de embaraço virginal.

Mas com a Clotilde foi diferente. Ela, decidida que é, foi de fininho e adquiriu as bolinhas por conta própria, alheia às intermináveis e infrutíferas cimeiras que suas colegas de trabalho promoviam diariamente. E, em posse do brinquedinho novo, já quis estrear no primeiro dia. Segue abaixo a descrição do evento, narrada ao Sandro no dia seguinte.

-“Ai, Sandro...”

Confidenciou ela, falando baixinho.

-“Fui fazer surpresa pro meu marido... Coloquei logo as duas bolinhas da embalagem duma vez e não falei nada pra ele.”

AS DUAS??? Porra, isso é uma falta de respeito muito grande. O cara é um velhinho borocoxô que mal deve conseguir manter o piru duro o suficiente pra rolar uma penetração. E a Clotilde ainda fica colocando obstáculos no caminho dele? Maior sacanagem. Quase “Abandono de Incapaz”. Mas enfim.

Clotilde prosseguiu o relato, dizendo que, assim que enfiou seu pinto na cavidade em questão, o véio notou algo a mais. E soltou essa:

-“Ué... Tá entupido?”

Ela, traiçoeira, não disse a ele uma palavra a respeito de sua “arte”, e deixou o hominho lá, indo, vindo e se indagando. Até que, com algum custo, as bolinhas estouraram, e o jovem idoso percebeu que havia mais aguinha saindo da Clotilde que o normal. E, preocupado, concluiu:

-“EITA! Esculhambei com o teu útero, muié!”

Clotilde apenas riu, maliciosa. O cidadão, quando atinge certa idade, passa a ser visivelmente desrespeitado dentro de bancos, ônibus e mulheres. Lamentável.

Singular, essa tal de mulher. Algumas têm até bolas, imagina...

2 comentários:

Anônimo disse...

Lwegal

Anônimo disse...

que demora!